The Legend of Zelda: Breath of the Wild reinventou uma série de 30 anos de uma forma que raramente vemos. Depois que Skyward Sword ofereceu uma campanha um pouco mais linear e guiada pela história do que a maioria dos fãs estava acostumada, Breath of the Wild se reajustou drasticamente na direção oposta. De repente, dava para ir a qualquer lugar e escalar qualquer coisa na ordem que você quisesse, e céus, havia muita coisa para escolher.
Há muitas críticas justas a fazer a Breath of the Wild, sendo as mais comuns a falta de masmorras e itens tradicionais de Zelda. Mas o que realmente impressiona é o quanto ele manteve o coração de um jogo de Zelda mesmo alterando quase todos os sistemas ao redor. Até certo ponto, Zelda sempre foi sobre exploração e escolha, e Breath of the Wild simplesmente se apoiou e deu espaço a esses aspectos acima de tudo, agora fazendo do mundo um lugar que também reagiria a essas escolhas. Há simplesmente tanto para ver, tantas pessoas para conhecer e segredos para encontrar escondidos nesta versão de Hyrule devastada há muito tempo.
Nas 87 horas que levei para zerar Elden Ring, passei por uma verdadeira montanha-russa de emoções: raiva ao ser derrubado por seus desafios mais difíceis, euforia quando finalmente os superei e uma boa dose de tristeza pelas montanhas de experiência que perdi pelo caminho em alguns dos confrontos com chefes mais difíceis que a FromSoftware já concebeu. Mas, mais do que qualquer outra coisa, eu estava em quase constante admiração – pelas muitas paisagens de cair o queixo, pela escala absoluta de um mundo enorme, pelos inimigos frequentemente aterrorizantes e pela maneira como Elden Ring quase sempre recompensou minha curiosidade com um encontro interessante, uma recompensa valiosa ou algo ainda maior. A FromSoftware pega a bola que The Legend of Zelda: Breath of the Wild colocou em movimento e corre com ela, criando um mundo aberto fascinante e denso, centrado acima de tudo em liberdade e exploração, ao mesmo tempo em que de algum modo consegue costurar um Dark Souls completo no meio dele. Não deveria surpreender ninguém que Elden Ring tenha se tornado uma das experiências de jogo mais inesquecíveis que já tive.
Uma deliciosa aventura de plataforma com gatos em um mundo cyberpunk que vale a pena explorar.
Protagonistas silenciosos não são novidade nos videogames, mas Stray com certeza leva esse conceito a um lugar interessante. Em parte jogo de plataforma, em parte aventura tradicional, este mundo cyberpunk cheio de robôs banhados em neon se transforma em um enorme trepa-trepa sob a sua perspectiva, a apenas um pé do chão. A ideia de colocar você nas patas de um gato comum pode parecer boba na superfície, mas Stray usa esse veículo peludo para contar uma história genuinamente envolvente, com alguma ação divertida pelo caminho. Nem todas as suas ideias caem de pé, mas foi impossível me livrar da sensação aconchegante que ele me deu logo nos adoráveis minutos iniciais.
Como muita gente, venho esperando um jogo realmente excelente de Harry Potter desde a terceira série. Nesse tempo, tivemos alguns respeitáveis jogos LEGO Potter, um decepcionante jogo de Quadribol da EA Sports, sei lá por quê, e até sofremos com o pesadelo febril que é Harry Potter Kinect. Mas nenhum deles chegou perto de realizar aquela fantasia de receber uma carta de admissão em Hogwarts que abre a porta para um mundo secreto. Com Hogwarts Legacy, fico feliz em dizer que finalmente tivemos um jogo de Harry Potter que captura um pouco dessa magia. O mapa de mundo aberto acerta em cheio o clima da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, o combate com feitiços é estupefatoriamente bom, os personagens que o habitam são encantadores e inesquecíveis, e ele está positivamente repleto de incontáveis distrações para absorver dezenas de horas do seu tempo. Pode não ser a conquista técnica mais impressionante e certamente sofre a maldição da falta de variedade de inimigos, mas nenhum dos problemas de Hogwarts Legacy consegue lançar um feitiço Descendo nesta visita triunfante ao Mundo Bruxo.
Diante dos remakes de alta qualidade de Resident Evil 2 e 3 lançados em 2019 e 2020, parecia uma aposta segura que a Capcom faria um trabalho igualmente admirável ao reconstruir Resident Evil 4. Mesmo assim, quando apertei o botão de início neste remake de 2023 do lendário jogo de ação e terror de 2005, eu não estava preparado para a força com que ele derrubaria minhas pernas e me lançaria de cabeça em 16 horas de tensão e euforia contínuas. Esta campanha totalmente revitalizada supera o original de forma dramática em quase todos os aspectos imagináveis. O cenário da zona rural espanhola é substancialmente mais sinistro, o ritmo foi enxugado a ponto de quase nenhum minuto ser desperdiçado, e os controles foram modernizados para que sua marcante mecânica dinâmica de tiro realmente brilhe. Esperei 18 anos por um jogo que me empolgasse como Resident Evil 4; pelo visto, todo esse tempo eu só estava esperando por outro Resident Evil 4.