Como dar continuidade a um dos maiores videogames de todos os tempos? A Sony Santa Monica se vê em uma situação não muito diferente de quando Francis Ford Coppola criou a sequência de sua obra-prima sobre a máfia, O Poderoso Chefão. Como a segunda parte da história dos Corleone, God of War Ragnarok coloca um membro jovem e feroz da família diretamente sob o microscópio. Ao fazer isso, consegue alcançar as alturas de seu antecessor e, em certos aspectos, até superá-lo. O roteiro, as atuações e a música são excepcionais e dão vida a essa vasta tapeçaria nórdica, mas, mesmo enquanto segura seu coração em uma das mãos com uma história elegantemente contada, ele esmaga ossos com a outra, num combate fantasticamente feroz. Tudo isso se une para forjar uma monumental épica de ação que acrescenta mais um marco impressionante à paisagem dos videogames.